Jamais olvidarei o clima do sertão
E os dias que passei aqui nesta mansão ;
Aqui da passarada o canto matinal
É um nume de harmonia sem igual .
Adeus , pátrio rincão , berçário aprimorado
,
Em teu seio nasci no século passado ,
Tomara que depois , por vias costumeiras ,
Eu torne às tuas sombras tão fagueiras
Na volta do sertão , porém contra vontade
Eu levo dentro d'alma um mundo de saudade
Deixando para traz o salutar olor
Da selva , o grão colégio inspirador
Em choro a correnteza arpoada pelos remos ,
Parece me dizer ; jamais retornaremos ...
É a voz da natureza a me fazer pensar
Enquanto as águas correm para o mar
A musa esmoreceu a lira se quebrou ,
O dom que Deus me deu foi pouco se acabou
E assim desavorado vou para a cidade
Curtir a eterna dor de uma saudade !
Jamais olvidarei as brisas do sertão
E as noites que passei em rancho-beira-chão ,
Ali da passarada do canto matinal
É um nome de harmonia sem igual