Homenagem ao meu Pai

 

Ele disse: o meu caderno de versos está cheio.
Enquanto na minha mesa está faltando pão.
Pensamentos de um poeta vivendo alheio.
Nos seus versos só falava de amor e eterna paixão.

Seu coração sempre teve pra dar aos desprotegidos.
Mesmo sendo pobre quis a outros alimentar.
Muitos caboclos a sua mesa sentaram-se inibidos.
Mostrou a nós seus filhos que devemos aos outros ajudar.

Viveu suficiente o bastante, para o melhor exemplo mostrar.
Um dois ou mais poderemos muitas vezes dar de comer.
Se o pão for pouco o amor do coração fará aumentar.
Querido pelos mais simples, porque mostrou que o querer é poder.

Não deixou nem uma casa pra sua esposa morar.
Porém deixou bons filhos que com a mãe poderam dividir.
Com sabedoria e amor poderam a ela recompensar.
Ai está o amor do pai! Agora e sempre até no por vir.

Foi e será para nós mestre o grande paizão pobre.
De poeta desconhecido excelente autentico trovador.
Cidadão intrego e caráter muito nobre.
E lá se foi ele! Nos deixou tanta saudades e de seu jeito muito amor.

Passou pela vida o homem o poeta pobre.
De poeta desconhecido o melhor marceneiro.
Assim se foi o cidadão honesto e de caráter nobre.
Nos deixou se foi o tão amado João Ribeiro.